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Seus textos são uma delícia! Ele sabe por em palvras com maestria muitas da coisas que sentimos pela vida à fora…
“O agronegócio está usando o projeto de lei do deputado Aldo Rebelo [PC do B-SP] para alcançar dois objetivos básicos. Um é não pagar R$ 8 bilhões em multas que o Ibama aplicou por crimes ambientais.
Em segundo lugar, liberar as áreas de fronteira agrícola da Amazônia e Cerrado para o capital internacional se apoderar.
A partir desse objetivo básico, o projeto do Aldo se aproveitou do problema que existe entre os pequenos proprietários, que também não respeitaram a lei e estão inadimplentes por terem desmatado até o rio, córregos ou topo das montanhas.
Assim, o projeto dá anistia para todos. E dá direito aos pequenos de não respeitar as margens de rios e topos de montanhas.
Estabelece que até 4 módulos não precisa ter reserva na Amazônia e no Cerrado. Acontece que 4 módulos na Amazônia são 400 hectares. Quem tem mil basta dividir os imóveis em três e ficaria livre para desmatar tudo e legalizar a retirada da madeira.
Nós defendemos a manutenção do código. O governo tem que cobrar as multas dos grandes proprietários infratores e não aceitar mais esse calote. E criar um programa de fomento, em que o governo pagaria para os pequenos agricultores reporem a floresta nas margens de rios e topo de montanhas, que recarregam o lençol freático.
Se passar o projeto Aldo, toda a sociedade brasileira pagará um alto preço para aumentar o lucro de meia dúzia de fazendeiros.”
Stédile
FONTE: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/stedile-detona-o-otavinho-o-aldo-a-katia.html
Mais informações: http://ivo60.com.br/index.htm
Não conheceço o autor do livro e nem os debatedores. Mas recebi este convite por e-mail e me pareceu bem interessante…
Moradores de rua em São Paulo: o massacre de 2004
Debate Cedem/Unesp
Corações suspensos no vazio, Editora Horizonte, Vinhedo-SP – 2010, livro de Arlindo Gonçalves, será o centro do debate no próximo dia 25 de abril, segunda-feira às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.
O livro é baseado em um episódio real ocorrido em agosto de 2004, quando um grupo de moradores de rua dormia no centro de São Paulo e foi atacado com violência e covardia por agressores que, embora identificados, atualmente ainda continuam impunes. Arlindo utiliza a literatura como ferramenta de ficção para denunciar de forma poética essa barbárie que, infelizmente, é praticada com frequência em diversos centros urbanos.
Nas palavras de Marçal Aquino, prefaciador do livro, “Os personagens que autor concede voz não têm nomes, como se não lhes restasse o mínimo de cidadania. Atendem pelas alcunhas de Velho e Velha; carregam, além de seus trapos, a consciência de que são elementos incômodos na paisagem das metrópoles. Certamente, o apreço e as vivências do autor pela região central paulistana fornecem subsídios preciosos para dar contorno e consistência aos tristes protagonistas dessa narrativa. Com isso, para além da verossimilhança, o livro fornece valiosas pistas de quem são de verdade e de como (sobre) vivem aqueles que, às vezes até mesmo por razões filosóficas e/ou ideológicas, desistem do sonho e apartam-se do convívio em sociedade”. A obra é um tributo aos sem-teto massacrados e um convite à reflexão sobre a nossa postura diante dos fatos. Esse livro certamente nos norteia sobre o que estamos construindo para o porvir. Mudar os rumos da História é apenas uma questão de atitude individual e coletiva.
Expositor
Arlindo Gonçalves
Fotógrafo e Escritor dos livros:
Dores de perdas; Desonrados; Desacelerada mecânica cotidiana e Carinhas(os) Urbanas(os)
Debatedor
Oscar D´Ambrósio
Mestre em Artes – UNESP/Campus São Paulo
Crítico de Arte, Escritor, Jornalista e Coordenador de Imprensa/Reitoria da UNESP
Mediador
Antonio Celso Ferreira
Graduado em História – Universidade de Brasília, Mestre em História Econômica – USP
Doutor em História Social – USP, Professor Titular na UNESP/Assis e Coordena o CEDEM/UNESP
PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!
Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail: ssantos@cedem.unesp.br
Data e horário: 25 de abril de 2011 (segunda-feira) às 18h30
Local: CEDEM-Praça da Sé, 108-1º andar, esquina c/ Rua Benjamin Constant (metrô Sé)
(11) 3105 – 9903 – www.cedem.unesp.br
http://www.viradacultural.org/programacao
Programação:
10h20 – Orquestra de Berimbaus (palco) roda de capoeira/samba de roda (chão)
11h10 – Samba da Casa (chão)
11h50 – Henrique Menezes e Banda Bom que Doí (palco)
12h20 – Poesia Maloqueirista Intervenção ( chão)
12h35 – Malungo (intervenção musical) (palco)
12h50 – Grupo Cupuaçu (chão)
13h30 – Ambulantes (palco)
14h10 – Manos Urbanos (palco)
14h45 – Hugo Paz ( intervenção poética) (palco)
15h00 – Emerson Boy ( itervenção musical) (palco)
15h15 – Marquinho Mendonça (intervenção musical)(palco)
15h25 – Treme Terra e Gaspar (Z’Africa Brasil) (palco)
16h00 – Poesia Maloqueirista ( intervenção) (chão)
16h25 – Isca de Polícia (palco)
17h00 – Grupo de Teatro do Peabiru (intervenção) (chão)
17h25 – Planta e Raiz (palco)
18h05 – Frente 03 de Fevereiro (palco)
18h45 – Tião Carvalho (palco)
19h20 – Poesia Maloqueirista (intervenção) (chão)
19h45 – Dinho Nascimento (palco)
20h25 – Nasi (Palco)
21h05 – Peixe Elétrico (palco)